Saturday, June 13, 2020

Em Coimbra...


"Coimbra... és tricana
sem idade! 
Tão linda e tão cruel
para mim!!!" 🤔🙄

Alguém manifestou assim
o seu sofrimento numa
bela cidade... COIMBRA! 

Wednesday, June 3, 2020

Thursday, May 21, 2020

Uma lenda...

... que encontrei num belo
recanto lousanense!!!


Neste belo painel
podemos ler uma lenda
da autoria de um homem da terra
que encheu o pátio da sua casa
com poesia!!! 



Este é um deles! 
Vale a pena ler:





Friday, May 15, 2020

Sunday, May 10, 2020

Friday, May 1, 2020

Colorir a vida...


Para quê escureceres a vida
... quando a podes colorir!? 

O que faço é tentar
pintar com palavras
as minhas fantasias 
diante do assombro
que é a VIDA!!! 
(Rubem Alves)

Tuesday, April 21, 2020

Sem MEDO...


Também encontrei em Coimbra! 
Escrita inteligente e como
estamos prestes a recordar
o 25 de Abril... escolhi este olhar! 

METADE

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.

Oswaldo Montenegro