https://poesiesenportugais.blogspot.pt/2018/05/machado-de-assis-as-rosas-les-roses.html
Foi neste blog que li
este belíssimo poema
ao qual adicionei
as ROSAS cá de casa!!!
AS ROSAS
Rosas que
desabrochais,
Como os primeiros
amores,
Aos suaves
resplendores
Matinais;
Em vão ostentais,
em vão,
A vossa graça
suprema;
De pouco vale; é o
diadema
Da ilusão.
Em vão encheis de
aroma
o ar da tarde;
Em vão abris o
seio
húmido e fresco
Do sol nascente
aos beijos amorosos;
Em vão ornais
a
fronte à meiga virgem;
Em vão,
como penhor
de puro afecto,
Como um elo das
almas,
Passais do seio
amante ao seio amante;
Lá bate
a hora
infausta
Em que é força
morrer;
as folhas lindas
Perdem o viço
da
manhã primeira,
As graças e o
perfume.
Rosas que sois
então?
– Restos perdidos,
Folhas mortas
que
o tempo esquece,
e espalha
Brisa do inverno
ou mão indiferente.
Tal é o vosso
destino,
Ó filhas da
natureza;
Em que vos
pese à
beleza,
Pereceis;
Mas, não ...
Se a
mão de um poeta
Vos cultiva agora,
ó rosas,
Mais vivas, mais
jubilosas,
Floresceis.
Machado de Assis,
in 'Crisálidas'
, in 'Crisálidas'










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